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Case de Cliente · Saúde

A Economia de R$ 1,5 Milhão Não Veio do Equipamento Caro. Veio do Lençol.

No Hospital Albert Einstein, o mesmo sistema acompanha um equipamento cirúrgico de alto valor e uma peça de enxoval de poucos reais. O retorno medido veio da segunda — e é por isso que o projeto se pagou.

R$ 1,5 milhão por ano 120 mil peças de enxoval RFID e RTLS
O cliente

Hospital Albert Einstein

Considerado o melhor hospital da América Latina e um dos 35 melhores do mundo, o Einstein opera uma logística interna com duas naturezas muito diferentes convivendo no mesmo prédio: equipamento médico móvel de alto valor, que precisa ser encontrado em minutos, e 120 mil peças de enxoval, que precisam circular sem parar.

São problemas opostos — poucos itens caríssimos contra muitos itens baratos — e quase sempre são resolvidos por sistemas diferentes. Aqui os dois rodam sobre o mesmo registro.

O desafio

Procurar Equipamento É Tempo Que Sai do Paciente

A equipe técnica gastava tempo significativo procurando equipamento médico móvel pelos departamentos, e cada minuto ali é um minuto que atrasa atendimento. Em paralelo, o hospital precisava administrar uma operação de enxoval de 120 mil peças sem verba para ampliar equipe ou equipamento. Rastrear à mão nessa escala não é difícil — é impossível, e o que existia era estimativa apresentada como número.

Procura consumindo turno
Localizar equipamento móvel dependia de percorrer departamento por departamento.
Escala inviável para conferência
120 mil peças circulando não se contam manualmente, por mais disciplina que haja.
Sem verba para mais gente
A solução não podia ser ampliar equipe nem comprar mais equipamento.
Item de alto valor sem alarme
Material cirúrgico caro saindo da área não disparava nada até alguém dar falta.
A solução

Duas Operações Opostas, Um Registro Só

A implantação cobre três frentes que normalmente seriam três projetos: o enxoval, o equipamento médico e a ponte com o sistema corporativo.

O Enxoval

Volume alto, valor unitário baixo — e onde o retorno apareceu.

Quatro Cabines de Leitura
As peças passam por cabines de leitura RFID no fluxo da lavanderia, contando em lote sem separar item por item.
Ciclo por Peça
Cada peça carrega o próprio histórico de lavagens, o que permite prever o fim de vida em vez de descobri-lo no rasgo.
Inventário sem Parar a Operação
A contagem acontece na passagem, e não numa parada dedicada com equipe deslocada.

O Equipamento Médico

Poucos itens, valor alto, e a necessidade de achar rápido.

Antenas em Corredor e Saída
A leitura acontece nos pontos de passagem — corredores e saídas — e não exige que alguém aponte um leitor para o equipamento.
Biomédico com RFID
Equipamento biomédico identificado individualmente, com condição, localização e plano de manutenção no mesmo registro.
Inventário de 500 Quartos
A conferência de quarto passou a ser um percurso de leitura, e não uma checagem visual item a item.
Alarme de Prevenção de Perda
Item de alto valor que cruza um ponto de saída sem autorização dispara alarme — em vez de aparecer na falta do inventário seguinte.
Material Cirúrgico de Alto Valor
Monitoramento específico do item cirúrgico caro, que é o de maior exposição financeira e o mais difícil de recompor.

A Integração

Onde o dado encontra o resto do hospital.

Envio ao SAP
Os eventos de movimentação alimentam o SAP, então o registro físico e o corporativo param de contar histórias diferentes.
Um Registro para as Duas Naturezas
O lençol e o equipamento cirúrgico vivem no mesmo modelo de dados, com regras diferentes — não em dois sistemas que alguém concilia.
Onde o retorno se esconde

A atenção de um projeto hospitalar vai naturalmente para o equipamento caro — é o que dói perder e o que todo mundo lembra. Mas a economia medida veio do enxoval, porque perda pequena repetida centenas de milhares de vezes soma mais que perda grande e rara. É a conta que quase nenhuma operação faz antes.

Resultados

O que Mudou na Operação

R$ 1,5 mi
de economia por ano, só com enxoval
120 mil
peças de enxoval identificadas
500
quartos com inventário por leitura
4
cabines de leitura na lavanderia
R$ 1,5 milhão por ano de economia apenas no controle de enxoval — e sem ampliar equipe.
Equipamento localizável por passagem, com antenas em corredor e saída — a procura deixou de consumir turno técnico.
Item de alto valor com alarme na saída, em vez de aparecer como falta no inventário seguinte.
Movimentação chegando ao SAP, com o registro físico e o corporativo deixando de divergir.
Planejamento por ciclo de vida — substituição de enxoval e manutenção de equipamento decididas por histórico, não por percepção.
Conclusão

O Projeto Que Se Paga Não É o Que Parece

Um hospital que decide rastrear ativos começa pelo equipamento de alto valor, porque é o que dói. Mas a cifra que sustenta o investimento apareceu no item mais barato do hospital — e apareceu porque perda pequena, repetida centenas de milhares de vezes, soma mais que perda grande e rara.

O que torna isso possível é as duas naturezas viverem no mesmo registro. Fossem dois sistemas, o do enxoval provavelmente nunca teria sido aprovado — e a economia que financiou o resto não existiria.

Quanto some de enxoval por ano no seu hospital?

Se a resposta for a diferença entre o que foi comprado e o que sobrou no fim do ano, você tem o valor da perda e não tem a causa. Separar extravio de fim de vida muda a decisão de compra — e essa separação só existe quando a peça tem histórico.

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